Chile de olho no mercado brasileiro



Começamos a entrar em 2019 e, com os números da Secretaria de Turismo em mãos, o Chile já está avaliando onde focar o olhar e direcionar esforços para melhorar o crescimento obtido pela indústria de turismo nacional. Atualmente, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de chegadas ao Chile, atrás da Argentina. No momento, este último país enfrenta dificuldades econômicas internas, motivo pelo qual o Brasil começa a ganhar cada vez mais espaço no turismo receptivo chileno.

Apesar de estar distante em número de chegadas de turistas (Argentina 2.422.235, Brasil 589.172 em 2018), o número de brasileiros que escolhem o Chile como destino favorito a ser visitado vem aumentando desde 2014, e a tendência é continuar assim.

Há um aspecto no qual o visitante do Brasil se destaca muito de seus pares de outras nações latino-americanas: os gastos diários, com US$ 99,70, seguido pelo México, com uma despesa de US$ 85,80, e atrás deles a Argentina, com US$ 55,20. Isso faz do turismo brasileiro um foco muito atraente para o mercado chileno.

Compreender o comportamento dos turistas, sobretudo quando se trata de mercados estratégicos, é fundamental para desenvolver campanhas de promoção com foco adequado e também para poder diversificar a oferta, mas tendo clareza sobre o que os viajantes estão procurando consumir.

Então, qual é o encanto que o Chile tem para os brasileiros? Para começar, temos de falar de Santiago, cidade que se posicionou como uma das capitais mais cosmopolitas do cone sul e mesmo do continente. Com resorts de esqui de primeira categoria a menos de duas horas de distância e vinhedos mundialmente famosos a uma distância quase tão curta, Santiago oferece uma ampla variedade de atividades sem precisar ir longe.

Mas Santiago não é tudo o que os turistas do país tropical vêm ver (embora esteja no 1º lugar em uma pesquisa de “destinos que o motivaram a vir de férias”). Valparaíso é outro destino que está na lista de desejos dos viajantes, ocupando a mesma posição (3º lugar) tanto no verão quanto no inverno e sendo superada no verão pela Patagônia Chilena e no inverno por Viña del Mar.

Se algo está claro é o fato de que os brasileiros visitam o Chile em busca da experiência da neve. Os números comprovam que os meses mais movimentados costumam ser entre junho e setembro, com um aumento considerável nos meses de julho e agosto, permanecendo na faixa de 80 mil visitantes, em comparação com o mês mais fraco, que historicamente é fevereiro, com pouco mais de 30 mil. No entanto, seja na temporada de inverno, seja durante o verão, o que mais os motiva a visitar nosso país é a “diversidade de paisagens”.

Para o Chile, o principal desafio não é apenas aumentar o número de turistas do Brasil, mas conquistá-los para que eles sejam incentivados a viajar para o país em épocas diferentes das habituais e também convidá-los a visitar novos lugares que normalmente não entram no radar desses turistas. Sobre essa questão, endossamos as palavras de nossa vice-presidente executiva, Helen Kouyoumdjian: “Este ano, será dada ênfase especial ao mercado brasileiro, que, também do ponto de vista da Fedetur, vemos com bons olhos e com grande expectativa de crescimento para 2019. É por isso que serão realizadas ações relevantes para esse mercado em uma parceria público-privada. Juntos, visamos à diversificação e dessazonalização do Chile e, com isso, quem tem muito a ganhar é o turista, que conhecerá novas regiões a baixo custo e evitando a aglomeração de viajantes”.

Fonte: Subsecretaria de Turismo do Chile

A FEDETUR é a Federação de Empresas de Turismo do Chile, que foi criada em 2009 e já está fazendo uma década este ano. Seu propósito principal é promover a excelência, a sustentabilidade e a diversificação da indústria. Ao longo do tempo, ela passou a desempenhar um papel essencial no que diz respeito a orientar e priorizar decisões para o desenvolvimento do turismo no Chile, promovendo uma estreita colaboração entre o setor público e o setor privado.


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